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7 de fevereiro de 2011

OS INVESTIMENTOS DEPOIS DE APOSENTADO

seg, 31/01/11 por mara.luquet
Um estudo com americanos aposentados mostra que problemas com saúde e viuvez são as variáveis que causam mais impacto na carteira de investimentos. Há uma redução drástica em todas as aplicações e concentração em aplicação de renda fixa extremamente conservadora, os CDs, que pagam retornos muito baixos. Num cenário de inflação em alta tem uma armadilha financeira aqui…Mas vamos falar mais sobre o estudo no boletim de hoje. Depois de analisar todas as informações do estudo, estou convencida de que o melhor investimento é saude!
A íntegra do estudo está aqui investimento em idade avançada

17 de dezembro de 2010

Cerca de 4,5 milhões de idosos terão dificuldades na vida diária em 2020

Cerca de 4,5 milhões de idosos terão dificuldades na vida diária em 2020
Desse total, 62,7% são do sexo feminino, é o que estima Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que cerca de 4,5 milhões de idosos - 1,3 milhão a mais do que em 2008 - terão dificuldades para exercer as atividades da vida diária nos próximos dez anos. Desse total, 62,7% são do sexo feminino.

Os dados estão no livro Cuidados de Longa Duração para a População Idosa: Um Novo Risco Social a Ser Assumido?, que o Ipea lançou na quinta-feira, 16, no Rio de Janeiro. O estudo foi organizado pela coordenadora da área de População e Cidadania do Ipea, Ana Amélia Camarano, e foi tema da mesa-redonda Cuidados para a População Idosa: De Quem é a Responsabilidade?

Para Camarano, mesmo que a proporção de idosos com incapacidade funcional diminua como resultado de melhorias nas condições de saúde e de vida em geral, ainda assim, muito provavelmente cerca de 3,8 milhões de idosos vão precisar de cuidados de longa duração em 2020.

Segundo ela, "é urgente pensar uma política de cuidados de longa duração para a população idosa brasileira, inclusive porque a oferta de cuidadores familiares tende a se reduzir nos próximos anos".

Em entrevista à Agência Brasil, a coordenadora da área de População e Cidadania do Ipea disse que o objetivo do estudo é "levantar a discussão sobre de quem é, de fato, a obrigação de cuidar das pessoas idosas e se esse cuidado tem que se transformar em um risco social. A questão é se essas pessoas têm o direito ou não de ser segurado do Estado, como ocorre no caso da Previdência Social e da assistência à saúde".

A pesquisadora do Ipea lembra que a Constituição Brasileira, a Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso responsabilizam as famílias por esses cuidados. Segundo ela, a publicação apresenta argumentos para que o Estado e a iniciativa privada assumam e dividam com as famílias essa responsabilidade.

Segundo ela, a ausência de uma política estruturada e articulada de cuidados formais do idoso, ponto de partida para as reflexões do estudo, faz com que "hoje, a família venha a desempenhar o papel de cuidar ou descuidar de aproximadamente 3,2 milhões de idosos sem praticamente nenhum apoio, seja do Estado ou do setor privado".

Para Camarano, a ação dos órgãos governamentais é mínima, reduzida à modalidade de abrigo nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (Ilpis) - os "asilos" do passado. "Esses têm origem na caridade cristã e a maioria ainda depende dela. Outras alternativas são escassas", afirma.

"Eu acho que o Estado tem sim que assumir uma posição mais efetiva na criação de mecanismos de proteção e cuidado das pessoas idosas. Porque a capacidade de as famílias desempenharem esse papel está diminuindo ano a ano e, paralelamente, aumenta a demanda e alguém tem que assumir isso. A grande questão que se impõe é: esse é um risco social que o Estado deve assumir? Eu acho que sim, porque a perda da capacidade de trabalho é um risco social decorrente da idade avançada. E o Estado já assumiu essa perda quando criou a Previdência Social e a aposentadoria por invalidez".

O livro, diz o Ipea, parte do novo cenário demográfico (que indica (mais longevos na população brasileira), com quatro perguntas: como ficará a autonomia dos idosos para as atividades da vida diária?; a família brasileira continuará como principal cuidadora dos membros idosos?; quais as alternativas de cuidado não familiar disponíveis no Brasil?; e qual deverá ser a responsabilidade do Estado na provisão de serviços de cuidados para a população dependente?

Camarano lembra que os "asilos" são historicamente associados ao abandono familiar e à pobreza, e nessa associação está a origem do preconceito. "O livro busca desconstruir a oposição entre vida e residência em Instituições de Longa Permanência para Idosos, bem como entre "solidão" e "aconchego".

O estudo procura mostrar ainda que a vida nessas instituições é um pedaço da vida fora delas, uma continuação do que se vive fora delas. "Não há rupturas, como se imagina. Nelas, existem namoros, encontros, desencontros, solidão, brigas, ‘barracos’, felicidades, tristezas e muitas outras emoções".

(para a matéria original, acesse: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cerca-de-4-5-milhoes-de-idosos-terao-dificuldades-na-vida-diaria-em-2020,654838,0.htm)

7 de dezembro de 2010

ATENÇÃO PARA A DEMOGRAFIA !!!!!!!

Depois de ouvir vários comentários sobre o livro de Giambiagi “Demografia: a ameaça invisível” onde analisa questões referentes à Previdência Social encontro agora este artigo de Fernando Canizan publicado na Folha (cotidiano) em 5 de dezembro de 2010
Nele, o presidente do IBGE, Eduardo Nunes diz que o último censo demonstra que a sociedade brasileira parou de crescer, mas que “longe de ser um momento de estagnação, trata-se de um momento de maturidade”... “ Os pisos, degraus, banheiros, a altura de portas de ônibus, tudo terá de ser modificado para acolher às pessoas idosas”
Gostei do comentário do Sr Nunes, não cria pânico, não culpabiliza à longevidade.... propõe soluções.
O artigo conta também com vários gráficos e pirâmides etárias muito claras. Embora eu já tivesse muito desses dados que acostumo usar em sala de aula, achei muito importante a divulgação em um jornal que atinge milhares de pessoas.

21 de setembro de 2010

Quedas de idosos são uma epidemia silenciosa

Às vezes, um escorregãozinho de nada causa um estrago sem tamanho. Não é para menos que as quedas de idosos já estão sendo classificadas pelo Ministério da Saúde como epidemia.
Os custos sociais para a pessoa idosa que cai e sofre uma fratura são incalculáveis.
A incidência de fraturas é diretamente proporcional à idade e, quanto mais idoso, maior o risco de um problema grave.
Dados do projeto Diretrizes demonstram que o total de ocorrências é maior a partir dos 85 anos, quando o número de casos é de 51%. De 65 a 74 anos, o índice é de 32%, e na faixa etária de 75 a 84 anos é de 35%.De acordo com o Reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, a queda em idosos pode causar sérios prejuízos à qualidade de vida deste grupo populacional, podendo acarretar em imobilidade e dependência dos familiares, sem falar no índice de mortalidade pós-cirúrgico.
"As complicações advindas de uma queda vão desde fraturas mais comuns no punho, no fêmur - que pode prejudicar a capacidade de andar - e na coluna até um traumatismo crânio encefálico", adverte o especialista.
Nos casos mais graves, a queda pode provocar a morte. Considerando todo o país, somente em 2005, foram 1.304 óbitos por fraturas de fêmur, e em 2009, esse número subiu para 1.478 casos.
Fonte de preocupação
Os principais motivos de quedas são as condições físicas e motoras do idoso, que podem ser prejudicadas por influência de medicamentos, tonturas, problemas oftalmológicos, fraqueza muscular ou de audição.
Doenças articulares (artroses, hérnias de disco e bicos de papagaio) são mais incidentes nessa faixa etária e trazem limitações que também favorecem quedas, assim como a osteoporose.
"Eventualmente, as quedas podem ser o primeiro sintoma de doenças graves como uma patologia óssea ou metabólica, tumores ou ainda a fase inicial do Parkinson", reconhece o médico.As alterações nutricionais também são fonte de preocupação na terceira idade. Nessa faixa etária, a mastigação é ruim, o apetite fica alterado e a ingestão de proteínas é abaixo da esperada.
O resultado é uma aceleração da perda de massa muscular, que gera redução de força e equilíbrio. As quedas dos idosos afetam muito também a família, na medida em que o idoso que fratura um osso acaba hospitalizado e frequentemente é submetido a tratamentos cirúrgicos. Para o sistema de saúde, os custos também são altos.
A cada ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas. Em 2009, foram R$ 57,61 milhões com internações (até outubro) e R$ 24,77 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose.
Em 2006, estes números representavam menos de R$ 50 milhões e R$ 20 milhões, respectivamente.A quantidade de internações provocadas por quedas aumenta a cada ano e as mulheres são as mais atingidas.
Entre elas, foram 20.778 mil internações em 2009, e, entre eles, 10.020 mil.
Por causa da osteoporose, as mulheres ficam mais vulneráveis às fraturas. Os homens também caem bastante, mas sofrem menos fraturas que as mulheres.
Cultura de prevenção
Por questões de segurança, todo idoso deve avisar ao médico que o assiste se ele caiu nos últimos seis meses. Isso porque é comum a pessoa cair uma primeira vez e não sofrer maiores consequências, além de um susto. "No entanto, o susto pode se transformar em algo mais grave, se as quedas se tornarem habituais", ressalta Lanzotti.O investimento em prevenção poder diminuir os gastos com o tratamento para os idosos propensos às quedas. "Um exame de densitometria óssea, por exemplo, pode indicar a presença da osteoporose, doença que pode ser tratada e prevenida", exemplifica o reumatologista.
Além do estado de saúde do idoso, as quedas também estão relacionadas a causas externas. As mais comuns são os obstáculos, que podem estar em casa, ou fora dela, como raízes de árvores, degraus ou calçadas esburacadas.O ideal é que acompanhando o processo de envelhecimento, sejam feitas alterações na residência dos idosos, a fim de diminuir os riscos de quedas. A recomendação é adaptar o lar para a nova etapa da vida.
Para o médico, é preciso também acabar com o preconceito em relação ao uso de andadores e bengalas. Se eles forem indicados como um cuidado para prevenir a queda, é melhor usá-los do que lidar com desastrosas consequências. Já quando o assunto é o ambiente externo, o problema pode se agravar.
Cuidados simples podem evitar quedas e ajudar a manter a qualidade de vida do idoso. Eis alguns deles:
* O chão deve ficar livre, sem tapetes e fios de telefone expostos.* Se houver escadas em casa, elas devem ter corrimão e boa iluminação.* Cozinha e banheiro devem ter piso antiderrapante, banco e apoios para as mãos.* Os sapatos e chinelos usados pelo idoso também devem ter solado antiderrapante.* Os utensílios devem ficar em lugar de fácil alcance.* Protetores de borracha sob os pés das cadeiras evitam que o idoso escorregue ao sentar.* Camas muito baixas ou muito altas devem ser evitadas.* Evitar o uso de cera no chão.* Quinas de móveis devem ser arredondadas.* Caso necessário, o ideal é providenciar bengalas ou andadores.
Fonte: MS, 18/09/2010- Geriatria, Cuidados a idosos.
Pesquisa, formatação e envio:
José Pinheiro- Conselheiro do CONSELHO ESTADUAL DO IDOSO (CEI/SP)
Membro da Câmara Técnica da SAÚDE da PESSOA IDOSA(CTSPI), do Conselho Estadual da Saúde(CES/SP)
Coordenador da COMISSÃO DA PESSOA IDOSA, da 21ª Subseção da OAB/SP-BAURU
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6 de julho de 2010

Segredos genéticos da vida longa

Divulgação Científica FONTE: http://www.agencia.fapesp.br/materia/12413/segredos-geneticos-da-vida-longa.htm

Segredos genéticos da vida longa

2/7/2010

Agência FAPESP – Por que somente algumas pessoas vivem mais de cem anos? Motivos econômicos e sociais à parte, o segredo pode estar no genoma. Cientistas acabam de descobrir uma série de assinaturas genéticas particularmente comuns em indivíduos centenários e não no restante da população.

A descoberta levanta a possibilidade de que, no futuro, as pessoas poderão saber se têm ou não o potencial de viver ainda por muitas décadas – sem levar em conta, naturalmente, o histórico familiar, fatores ambientais ou de estilo de vida, por exemplo.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados na edição desta sexta-feira (2/7) da revista Science, também é importante para aumentar o conhecimento a respeito de como o ser humano envelhece.

Partindo da tese de que determinados genes podem estar envolvidos no processo de viver até idades mais avançadas, Paola Sebastiani, da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, e colegas vasculharam os genomas de 1.055 homens e mulheres com mais de cem anos (cujos dados foram obtidos na pesquisa e em outras anteriores) e de 1.267 indivíduos mais jovens (grupo de controle).

O grupo identificou um número de marcadores genéticos que são especialmente diferentes entre centenários e indivíduos mais jovens. Os cientistas em seguida desenvolveram um modelo para calcular a probabilidade de uma pessoa atingir maior longevidade, com base em 150 polimorfismos de nucleotídeo único (marcadores genéticos) identificados pelo estudo.

O resultado foi notável. Com a ajuda do modelo, os cientistas foram capazes de estimar com 77% de exatidão se um determinado indivíduo ultrapassou ou não os cem anos. Mas os autores destacam que o modelo ainda está longe de ser perfeito.

O método poderá ser aplicado não apenas para avaliar a probabilidade de se tornar centenário, mas também no estudo de doenças relacionadas ao envelhecimento. “A metodologia que desenvolvemos pode ser aplicada a outros mecanismos genéticos complexos, incluindo doenças como Alzheimer, Parkinson, cardiovasculares e diabetes”, disse Paola.

O estudo observou que 45% dos mais velhos entre os participantes – aqueles com mais de 110 anos – tinham assinaturas genéticas com as maiores proporções de variantes associadas à longevidade entre as identificadas pelos cientistas.

Os pesquisadores dividiram as predições genéticas em 19 grupos característicos (ou assinaturas) que se correlacionam com diferentes expectativas de vida além dos 100 anos e com padrões diversos de problemas relacionados à idade, como demência, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Segundo os autores, pesquisas futuras dessas assinaturas genéticas poderão revelar padrões hoje desconhecidos a respeito do envelhecimento humano. Também poderão ser úteis para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento específicas para cada indivíduo.

O artigo Genetic Signatures of Exceptional Longevity in Humans (10.1126/science.1190532), de Paola Sebastiani e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

17 de fevereiro de 2010

Divulgação Científica: Genética do envelhecimento


Genética do envelhecimento

8/2/2010
Agência FAPESP – Cientistas europeus anunciaram neste domingo (7/2) a descoberta de mutações genéticas associadas com o envelhecimento em humanos. O grupo analisou mais de 500 mil variações genéticas espalhadas pelo genoma para identificar as mutações, que se encontram próximas ao gene chamado Terc.
A novidade foi publicada na revista Nature Genetics. Nilesh Samani, professor de cardiologia da Universidade de Leicester, no Reino Unidos, um dos coordenadores da pesquisa, explica que há duas formas de envelhecimento.
A primeira é o envelhecimento cronológico, isto é, a quantidade de anos vividos, e a segunda é o biológico, no qual as células de um indivíduo são mais novas (ou mais velhas) do que sugere a idade real.
“Há cada vez mais evidências de que o risco de doenças associadas à idade, entre as quais problemas no coração e alguns tipos de câncer, está mais intimamente ligada à idade biológica do que à idade cronológica”, disse Samani.
“Estudamos estruturas chamadas telômeros, que são partes do cromossomo. Indivíduos nascem com telômeros de determinado comprimento e em muitas células eles encolhem à medida que envelhecem e que as células se dividem. O comprimento do telômero é, por conta disso, considerado um marcador do envelhecimento biológico”, explicou.
O grupo de cientistas observou que as pessoas com variantes genéticas específicas tinham telômeros mais curtos e eram biologicamente mais velhas.
“Dada a associação entre telômeros mais curtos com doenças relacionadas à idade, os resultados da pesquisa levantam questões sobre se tais indivíduos que têm uma determinada variante têm risco mais elevado de desenvolver tais doenças”, apontou Samani.
As mutações identificadas estão próximas ao gene Terc, que já se sabia ter uma papel importante na manutenção do comprimento dos telômeros. “O que nosso estudo sugere é que algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rapidamente”, disse Tim Spector, professor do King's College London e coordenador da pesquisa.
“Esse efeito se mostrou mais acentuado nos indivíduos com as variantes, que apresentaram o equivalente a três ou quatro anos de envelhecimento biológico conforme medido pela perda no comprimento dos telômeros. Essas pessoas podem envelhecer ainda mais rapidamente quando expostas a situações que se mostraram prejudiciais aos telômeros, como fumo, obesidade ou falta de exercícios físicos”, disse.
O artigo Common variants near TERC are associated with mean telomere length (DOI:10.1038/ng.532), de Nilesh Samani e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Genetics em www.nature.com/naturegenetics.

Fonte:
Agência FAPESP