8 de outubro de 2013

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5 de junho de 2013

'Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não?'
"Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado", ele disse, me olhando pelo retrovisor. Fiquei sem reação: tinha pegado o táxi na Nove de Julho, o trânsito estava ruim, levamos meia hora para percorrer a Faria Lima e chegar à rua dos Pinheiros, tudo no mais asséptico silêncio, aí, então, ele me encara pelo espelhinho e, como se fosse a continuação de uma longa conversa, solta essa: "Hoje a gente ia fazer 25 anos de casado".

Meu espanto, contudo, não durou muito, pois ele logo emendou: "Nunca vou esquecer: 1º de junho de 1988. A gente se conheceu num barzinho, lá em Santos, e dali pra frente nunca ficou um dia sem se falar! Até que cinco anos atrás... Fazer o que, né? Se Deus quis assim...".

Houve um breve silêncio, enquanto ultrapassávamos um caminhão de lixo e consegui encaixar um "Sinto muito". "Obrigado. No começo foi complicado, agora tô me acostumando. Mas sabe que que é mais difícil? Não ter foto dela." "Cê não tem nenhuma?" "Não, tenho foto, sim, eu até fiz um álbum, mas não tem foto dela fazendo as coisas dela, entendeu? Que nem: tem ela no casamento da nossa mais velha, toda arrumada. Mas ela não era daquele jeito, com penteado, com vestido. Sabe o jeito que eu mais lembro dela? De avental. Só que toda vez que tinha almoço lá em casa, festa e alguém aparecia com uma câmera na cozinha, ela tirava correndo o avental, ia arrumar o cabelo, até ficar de um jeito que não era ela. Tenho pensado muito nisso aí, das fotos, falo com os passageiros e tal e descobri que é assim, é do ser humano, mesmo. A pessoa, olha só, a pessoa trabalha todo dia numa firma, vamos dizer, todo dia ela vai lá e nunca tira uma foto da portaria, do bebedor, do banheiro, desses lugares que ela fica o tempo inteiro. Aí, num fim de semana ela vai pra uma praia qualquer, leva a câmera, o celular e tchuf, tchuf, tchuf. Não faz sentido, pra que que a pessoa quer gravar as coisas que não são da vida dela e as coisas que são, não? Tá acompanhando? Não tenho uma foto da minha esposa no sofá, assistindo novela, mas tem uma dela no jet ski do meu cunhado, lá na Guarapiranga. Entro aqui na Joaquim?" "Isso."

"Ano passado me deu uma agonia, uma saudade, peguei o álbum, só tinha aqueles retratos de casório, de viagem, do jet ski, sabe o que eu fiz? Fui pra Santos. Sei lá, quis voltar naquele bar." "E aí?!" "Aí que o bar tinha fechado em 94, mas o proprietário, um senhor de idade, ainda morava no imóvel. Eu expliquei a minha história, ele falou: Entra'. Foi lá num armário, trouxe uma caixa de sapatos e disse: É tudo foto do bar, pode escolher uma, leva de recordação'."

Paramos num farol. Ele tirou a carteira do bolso, pegou a foto e me deu: umas 50 pessoas pelas mesas, mais umas tantas no balcão. "Olha a data aí no cantinho, embaixo." "1º de junho de 1988?" "Pois é. Quando eu peguei essa foto e vi a data, nem acreditei, corri o olho pelas mesas, vendo se achava nós aí no meio, mas não. Todo dia eu olho essa foto e fico danado, pensando: será que a gente ainda vai chegar ou será que a gente já foi embora? Vou morrer com essa dúvida. De qualquer forma, taí o testemunho: foi nesse lugar, nesse dia, tá fazendo 25 anos, hoje. Ali do lado da banca, tá bom pra você?"







23 de dezembro de 2012

A Ger-Acões deseja a seus associados, colaboradores e amigos um feliz Natal e um próspero 2013



16 de dezembro de 2012

Sentir-se solitário aumenta risco de demência


Sentir-se solitário aumenta risco de demência


Site Medical News Today


Categoria principal: Demência de Alzheimer / 
Igualmente incluído em: Saúde Pública ; Idosos / envelhecimento 
Data do artigo: 11 de dezembro de 2012 - 0:00 PST 



Avaliações atuais para:
Sentindo-se solitário ligados ao risco aumentado de demência mais tarde na vida

Paciente / público:3 estrelas
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Saúde Prof:ainda não classificado

Mas aqueles que vivem não só em risco aumentado, mostra estudo 

Sentindo-se solitário, diferente de ser / estar sozinho, está associada a um risco aumentado de desenvolvimento dedemência mais tarde na vida, indica pesquisa publicada no Journal of Neurosurgery Neurologia e Psiquiatria. 

Vários factores são conhecidos por estarem associados ao desenvolvimento da doença de Alzheimer , incluindo a idade avançada, condições médicas subjacentes, genes, a cognição diminuída, e a depressão , segundo os autores. 

Mas os impactos potenciais de solidão e isolamento social - definidos como viver sozinho, não ter um parceiro / cônjuge, e ter poucos amigos e interações sociais - não têm sido estudadas para qualquer grande medida, dizem eles. 

Isto é potencialmente importante, dado o envelhecimento da população e do número crescente de agregados familiares individuais, eles sugerem. 

Eles, portanto, analisaram a saúde de longo prazo e bem-estar de mais de 2000 pessoas, sem sinais de demência e de viver de forma independente por três anos. 

Todos os participantes estavam a tomar parte no estudo de Amsterdã do Idoso (AMSTEL), que é olhar para os fatores de risco para demência, depressão, e maior do que as taxas de mortalidade esperadas entre os idosos. 

No final deste período, a saúde mental e bem-estar de todos os participantes foi avaliada utilizando uma série de testes validados. Eles também foram interrogados sobre a sua saúde física, a sua capacidade de realizar suas tarefas habituais, e especificamente perguntou se sentia só. Finalmente, foram formalmente testado quanto a sinais de demência. 

No início do período de monitoramento, cerca de metade (46%; 1002), os participantes foram viver sozinho e metade eram solteiros ou não casados. Cerca de três em cada quatro disseram que não tinham apoio social. Cerca de um em cada cinco (pouco menos de 20%; 433) disse que se sentiu solitário. 

Entre aqueles que morava sozinha, cerca de um em 10 (9,3%) haviam desenvolvido demência, depois de três anos, em comparação com um em 20 (5,6%) dos que viveram com os outros. 

Entre aqueles que nunca se casou ou não eram mais casados, proporções similares desenvolvido demência e permaneceu livre da doença. 

Mas entre aqueles sem apoio social, um em cada 20 tinham desenvolvido demência em comparação com cerca de um em 10 (11,4%) dos que tinha isso para voltar a cair. 

E quando ele veio para aqueles que disseram que se sentiu solitário, mais que o dobro de muitos deles haviam desenvolvido demência, depois de três anos, em comparação com aqueles que não se sentem assim (13,4% em comparação com 5,7%). 

Outras análises mostraram que aqueles que estavam sozinhos ou que já não eram casados ​​entre 70% e 80% mais chances de desenvolver demência do que aqueles que viviam com os outros ou que se casaram. 

E aqueles que disseram que se sentiam sós eram mais do que 2,5 vezes mais chances de desenvolver a doença. E isto se aplica igualmente a ambos os sexos. 

Quando outros fatores influentes foram levados em conta, quem disse que eles eram só ainda estavam 64% mais propensos a desenvolver a doença, enquanto outros aspectos do isolamento social não teve impacto. 

"Estes resultados sugerem que os sentimentos de solidão independentemente contribuir para o risco de demência mais tarde na vida", escrevem os autores. 

"Curiosamente, o fato de que" se sentindo solitário "do que" estar só "foi associado com o início de demência sugere que não é a situação objetiva, mas, sim, a ausência percebida de vínculos sociais que aumenta o risco de declínio cognitivo," eles adicionar. 

Eles sugerem que a solidão pode afetar a cognição e memória, como resultado da perda de uso regular, ou que a solidão pode ele próprio ser um sinal de demência emergente, e quer-se uma reacção de comportamento à cognição diminuída ou um marcador de não detectadas alterações celulares no cérebro. 

Artigo adaptado por Medical News Today de imprensa original. Clique na guia "referências" acima para fonte.
Visite o nosso Alzheimer / demência seção para as últimas notícias sobre este assunto.

1 de dezembro de 2012

COMENTARIOS SOBRE “LA MAISON EN CUBES”


COMENTARIOS SOBRE “LA MAISON EN CUBES” APRESENTADO NO CONGRESSO INTERANCIONAL DE AT. NOVEMBRO DE 2012-12-01
DELIA CATULLO GOLDFARB


A primeira impressão foi de uma emoção profunda... os comentários no You tube são dos mais variados, desde a questão climática até  a solidão humana.
Mas, de acordo a minha trajetória e temas de interesse,  fui identificando esta obra de arte com a questão da memória e da construção subjetiva da história vivencial....

Este senhor gosta daquele cachimbo e por ele se arrisca a uma procura  talvez perigosa.... mais vai enfrente.... e logo acha seu objeto  precioso.. então ele poderia voltar e continuar com sua vida solitária, sua TV, seu vinho.....
Mas parece que o fato de ter mergulhado  num passado recente onde achar objetos não é tão difícil, o empurra  para procuras mais profundas..... vê uma porta e a abre.

Neste ponto lembrei dos ensinamentos de Freud sobre a questão da memória.
Este tema tem um grande destaque na obra freudiana.
No Projeto de 1895, afirma que qualquer teoria sobre os processos psicológicos que se pretenda séria deve conter uma explicação sobre a memória.
Freud considera o aparelho anímico, fundamentalmente, como um aparelho de memória.

Também identifiquei o filme com o ponto de vista arqueológico na obra freudiana.
E em uma conferencia sobre as causas da histerias em 1896 faz uma elaborada analogia  entre o processo psicanalítico e a investigação arqueológica, onde se procura através das  camadas de terra encobridoras, aquilo que foi sepultado.

O que este senhor faz é um verdadeiro trabalho arqueológico. Ele não mexe com camadas de terra, mas vai se aprofundando e penetrando em camadas de agua para encontrar os objetos que falam de sua história e provocam as lembranças de momentos significativos de sua existência.

Jean Laplanche em 1981 fez uma palestra que se chamou A PSICANALISE: HISTORIA OU ARQUEOLOGIA?  Onde diz que na Psic. partimos de símbolos, reminiscências, lembranças, sintomas, sonhos, lapsus, enfim, de uma serie de fenômenos que muitas vezes são considerados  sem importância, verdadeiros descartes da vida cotidiana.

Laplanche observa que entre a arqueologia moderna e a psicanalise -que nasceram mais o menos na mesma época- existe um elemento comum que é esse interesse pelos desperdícios.... e que ambas outorgam a mesma importância aos restos ou cacos coletados como a um objeto qualquer conservado intato.

Na psicanalise partimos de símbolos mnêmicos  aos que acedemos por 2 vias complementarias, a via histórica e a arqueológica, sendo a via arqueológica  a exumação dos vestígios  materiais deixados pelo passado.
Ao lado desta via arqueológica, de exumação, está a via histórica,  a via da reconstrução, da sínteses do passado, do estabelecimento de conexões significativas, de conexões causais.

 Voltarmos para o passado não é uma atividade qualquer, como um passatempo que pode ser substituído por qq outra coisa. Resgatar objetos do passado é construir novos vínculos, tecer uma nova trama, uma nova unidade.
Neste processo os objetos encontrados guardam a lembrança do passado, mas mobilizam as experiências e emoções de todo o tempo transcorrido desde que o objeto foi abandonado.

Mas a simples recordação não leva à cura.
Este é o trabalho de  HISTORIZAÇÃO, ou seja,  construir uma história, estabelecer laços, fazer associações, construir sentidos ou seja ELABORAR.
Essa reminiscência (a lembrança que provoca efeitos no presente) deve ser reintegrada, deve ser assumida, ou seja SIMBOLIZADA.

A historia não é um simples relato de acontecimentos passados.
Historizar significa entrar na historia.
A historização fala do presente. Fala de como esse passado constrói o presente.
O objeto do passado não vale nada se não tiver uma releitura no presente se não servir para construir uma nova relação.
No filme, o senhor leva a taça à superfície e serve o vinho para ele e sua esposa ausente. O objeto cria historia no presente......

O passado não é pura marca mnêmica do vivido, é uma construção desejante que se ordena – da mesma forma que o futuro – de acordo com os anseios, esperanças e fantasias. História não é resgate, é construção que usa como material privilegiado os desejos do sujeito.

Para a psicanálise, a história é formada por aqueles pontos de encontro ou balizamentos onde o vivido se reencontra, não como foi vivido, mas como deve ser lembrado em relação ao que no momento, no presente, da recordação move o desejo.
É por isso que sempre são possíveis novas interpretações para o mesmo fato.
O que vem a demonstrar que jamais é o mesmo fato.

Estas infinitas combinações de vestígios de memória formam uma espécie de memória plural, em que cada vestígio vai assumir seu valor de acordo com o lugar que ocupe na rede de memória; e só podem existir nesta rede (Pontalis, 1999).

O passado é historizado quando há identificação do fato atual com o fato passado, constituindo-se um fato único por abolição do tempo na emoção.
O acontecimento novo é necessário para que aquele do passado adquira sua significação dentro da trama.
Ele já estava lá, mas também não estava pois nada significava se não era lembrado, se não estava dentro do tecido da memória significante.
A história só é o passado quando pode se atualizar no presente.
Por isso não interessa qual é a história de alguém, quando considerada em termos biográficos de coisas vividas.
A história que interessa é a dos fatos significativos da existência, que será a história do desejo
É  a partir do presente que experiências inscritas como marcas mnêmicas são modificadas, recuperadas e resignificadas, produzindo o atual sob a forma de acontecimentos significativos, crises, lutos sucessos ou fracassos.

Piera Aulagnier sustenta que a possibilidade de construção histórica é o que permite esclarecer a ligação existente entre a emoção atual e aquela outra, correlata, que acompanhou uma experiência no passado.

Quando, ante algum estímulo presente e sob os efeitos de alguma emoção, as pessoas lembram de qualquer fato do passado, geralmente referem-se a isso dizendo que sentiram-se iguais à ocasião em que tal fato aconteceu. A partir daí, uma série de coisas que pareciam definitivamente esquecidas serão lembradas, construindo-se um sentido anteriormente ignorado

É como se existissem balizas a orientar o caminho da construção histórica, referências aguardando para serem reencontradas, cuja existência antes desconhecida pode agora constituir uma lembrança marcante. É aquilo que se encontra sem se procurar, a lembrança que irrompe como emoção reconhecida. Embora possam se reencontrar muitos destes pontos que balizam um caminho, contudo, este jamais poderá ser percorrido em toda sua extensão e complexidade.
Estas balizas constituem pontos de partida a partir dos quais uma história pode ser contada.
Constituem um “fundo de memória”, que, sempre que acionado, protege contra o desinvestimento, constituindo nosso passado.

O trabalho do ATI  tem muito a ver com isto. O idoso é um sujeito que por ter vivido muito tempo, vê seu horizonte de futuro se reduzir dia a dia.
No futuro reduzido e no corpo fragilizado, não cabem muito projetos que o desejo ainda mobiliza. Então o idoso se volta ao passado como forma de afirmação narcísica. Como se dissesse: O tempo passa, me resta pouco tempo de vida, mais ainda existo e tenho uma história.
Mas essa historia, frequentemente precisa de ajuda para ser reconstruida e resignificada e o trabalho de exumação de objetos pode ser tão doloroso que as vezes parece melhor deixa-los  no plano do esquecimento, da negação.
O at  como um operário da construção subjetiva, acompanha no caminho da procura pelos tijolos que vão construir uma nova moradia onde a satisfação e o desejo continuem possíveis.


18 de novembro de 2012

Participação Ger-acoes no Congresso Internacional de Acompanhamento terapeutico



Delia Goldfarb (Psicanalista) e  Rosa Lopez (antropóloga) comentaram o filme "La maison en petits cubes"  em mesa organizada pelo Ger- acoes no Congresso Internacional de Acompanhamento Terapeutico que aconteceu em Sao Paulo dias 15, 16 e 17 de novembro de 2012.

Nucleo Ger-ações de Acompanhamento Terapeutico


A Ger-Ações é uma OSCIP fundada em 2007 formada por profissionais de diferentes áreas preocupados com a questão do envelhecimento. Através de ações e pesquisas participam ativamente no cuidado e na construção de uma nova imagem para a velhice.

A associação busca promover a educação continuada da população idosa e dos profissionais atuantes na área, além de participar em eventos de divulgação e promoção de políticas e ações dirigidas a este público, considerando os desafios que a urbanização e a expansão demográfica trazem para a velhice na contemporaneidade.

A semente deste trabalho começa em 2001 com um grupo de estudos sobre Envelhecimento e Psicanalise coordenado pela Professora Delia Catulo Goldfarb, também convidada nesta mesa. Futuramente este grupo se vincula ao Programa de Estudos Pós-Graduados em Gerontologia da PUC-SP e passa a ser co-coordenado pela professora Ruth Gelehrter da Costa Lopes. A proposta contemplava a leitura e debate de textos teóricos sobre psicanálise, envelhecimento e a discussão de casos clínicos. O grupo era constituído por psicanalistas, gerontólogos e ats.

Começa a surgir uma demanda por profissionais que se dispusessem a acompanhar idosos e familiares nas mais diferentes situações. O grupo começa a refletir sobre como fazer AT com idosos. A escuta das questões do envelhecimento e da finitude seriam diferentes das questões dos outros ATs? O AT como uma função clínica sustentada pela escuta psicanalítica se sobressaiu: não haveria uma modalidade específica de acompanhamento terapêutico no envelhecimento.

Hoje, o Núcleo de Acompanhamento Terapêutico no Envelhecimento dentro da associação ger-ações trabalha e reflete a respeito da prática e da teoria deste campo relativamente novo que é o do acompanhamento terapêutico de idosos. Todos estes anos de trabalho serão contemplados no lançamento do livro “Travessias do tempo: Acompanhamento Terapeutico e Envelhecimento” em 2013 pela editora Casa do psicólogo.

O filme “La maison em petits cubes” (2008) do diretor japonês Kunio Katô  foi escolhido para disparar o debate desta mesa pela sensibilidade e delicadeza com que retrata o tema do envelhecimento e das perdas mas também das mudanças e possibilidade de novos projetos dentro de realidades ressignificadas.

A escolha de uma psicanalista, uma antropóloga e um geógrafo foi no sentido de fomentar a discussão da questão do espaço, essencial para a reflexão acerca do envelhecimento, invocada de forma poética no filme. Espaço do corpo que se transforma, espaço psíquico de lugares trocados, visitados, revisitados e deixados para trás, espaço do encontro com o outro, espaço no social e no coletivo, espaço urbano da circulação dos idosos em nossas cidades. 
Que território para os velhos ocuparem hoje? Que lugar para ocuparmos amanhã? Como é possível acompanhar os projetos individuais e coletivos frente a tantas mudanças? 

6 de novembro de 2012

A utopia da melhor idade



A utopia da melhor idade- palestra do historiador Leandro Karnal no Café Filosófico




Com o impacto das técnicas de manutenção da juventude artificial, qual seria o desdobramento de um corpo “sempre jovem” para uma alma que vê o envelhecimento como apodrecimento sem significado?
Quando somos jovens buscamos independência e sabedoria, mas, quando a alcançamos estamos velhos e desejamos de volta o vigor da juventude. Será que passamos a vida esperando pela idade em que seremos plenamente felizes?
Neste Café Filosófico, o historiador Leandro Karnal fala sobre a utopia da idade perfeita. Karnal analisa os valores associados à juventude em diversos períodos da história e nos mostra os novos significados que juventude e velhice assumem no mundo de hoje. Essa recorrente insatisfação, em todas as idades pode ser sintoma de nossa incapacidade de viver o presente.


Assista a palestra completa no link:

http://www.cpflcultura.com.br/2009/12/01/integra-a-utopia-da-melhor-idade/

23 de outubro de 2012

Palestra sobre idosos e atividades de lazer

Nesta segunda dia 29 de outubro farei uma palestra no CRECI@ Rua Formosa, 215 - Vale do Anhangabaú - Embaixo do Viaduto do Chá, sobre minha dissertação de mestrado "A expectativa dos usuarios a respeito de dispositivos do SUAS que oferecem atividades para idosos". É as 3 30h. 

Katia Cherix

II Encontro de assistencia multiprofissional ao idoso

Local: Lar Madre Regina
Rua Cabo João Teruel Fregoni, 115, Guarulhos tel 24220017
8 de novembro das 13h as 17h

Inscrições gratuitas pelo email primeiroeami@gmail.com

19 de outubro de 2012

Em 2013 a Ger- Ações promovera o curso Psicogerontologia: Fundamentos e Perspectivas coordenado por Delia Catullo Goldfarb que contara com a colaboração de conceituados professores da especialidade.
Fiquem atentos às novidades, programação, matriculas, etc que serão fornecidas na divulgação a partir de novembro.

14 de outubro de 2012

Participação Ger-açoes no Congresso Internacional de Acompanhamento Terapeutico novembro de 2012 em São Paulo


Polifonia: As diversas vozes do AT
VII Congresso Internacional, VIII Ibero-americano e III Brasileiro de Acompanhamento Terapêutico
Ouvindo Vozes - "Territorialidade, envelhecimento e etnografia - conversas com acompanhamento terapêutico"


Coordenação: Equipe Ger-Ações – Pesquisas e Ações em Gerontologia
Roberta Elias Manna
Katia Cherix

A ideia deste encontro é contar com a contribuição de outras áreas ao acompanhamento terapêutico, a partir de uma conversa mais livre e aberta, disparada pelo filme “La maison en petits cubes” (o link: http://www.youtube.com/watch?v=0V9BYAZP3yU )

Delia Catullo Goldfarb
Psicanalista e Gerontóloga. Professora de Psicogerontologia (UNIFESP). Diretora fundadora da GER- AÇÕES. Assessora em Políticas Públicas. Membro da ABRAz, SBGG, REDIP. Autora dos livros “Corpo, Tempo e Envelhecimento”, disponível em www.geracoes.org.br, e “Demências” publicado pela Ed. Casa do Psicólogo, e de numerosos artigos no Brasil e no exterior.
Que águas são essas que vão cobrindo a história de um sujeito? As possibilidades dos encontros com objetos, que não são lembranças – já que esquecidos –, mas que constroem recordações pois procurados. Que objeto perdido é esse que incita ao mergulho profundo? Difícil é achar o cachimbo de cada um...

Rosa Maria Monteiro López
Antropóloga, Bacharel em Ciências Sociais (USP), Mestre em Antropologia Social (USP), Doutoranda em Saúde Coletiva (Universidade Federal de São Paulo).

            Partindo de ideias suscitadas pelo curta-metragem de animação “La Maison en petits cubes”, criado e realizado pelo japonês Kunio Katô, pretende-se explorar possíveis contribuições da antropologia e das ciências humanas para pensar mensagens artisticamente representadas na obra. Os eventos e presenças que compõem cada história de vida, conforme se fixam e se reconstroem nos retratos e em nossas lembranças, são experiências pessoais e sociais que nos tornam quem somos, assim como podem preencher de vida as ausências ocasionais ou persistentes trazidas pelo tempo. Em objetos, pertences, espaços, disposições, práticas, podemos entrever significações culturalmente compartilhadas e também contribuições particulares ao sentido que atribuímos ao “nosso” mundo. É desse universo tão particular e tão social que se propõe tratar.

Pablo Ibañez
Geógrafo, Bacharel em Geografia (UNICAMP), Mestre e Doutor em Geografia Humana (USP).

A globalização e o desenvolvimento tecnológico imprimem um acelerado ritmo aos indivíduos, incitando uma vertigem sem precedentes. Passa-se a ideia de que o mundo está em nossas mãos ou de que as possibilidades são infinitas ao passo em que se abre uma enorme clareira, a privação de um momento de lentidão, sobretudo no que tange a reflexão. Quem sabe esse não seja o grande valor do envelhecimento? Com base em empirias sobre aspectos populacionais, focando nas causas e consequências do aumento do número de idosos, pretendemos dar um dimensionamento das diferenças e semelhanças desse instigante processo mundial. 

10 de outubro de 2012

Vovosidade


11:13 am octubre 9, 2012

Abuelas encontró al nieto 107

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Las Abuelas de Plaza de Mayo anunciarán esta tarde la restitución de la nieta apropiada 107, informaron en un comunicado de prensa.
(Ciudad de Buenos Aires) Para dar detalles de la nueva restitución, la entidad convocó a una conferencia de prensa para hoy a las 16 en la sede porteña de la asociación, Virrey Cevallos 592, Planta Baja “1″.
El último nieto que recuperó su identidad fue anunciado el 7 de agosto pasado y se trató de Pablo Javier Gaona Miranda, hijo de Ricardo Gaona Paiva -nacido en Paraguay- y de María Rosa Miranda.
Con 107 nietos recuperados y la expectativa de restituir más identidades, las Abuelas celebrarán este año sus 35 años de búsqueda el 22 de octubre próximo, declarado Día Nacional del Derecho a la Identidad.
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